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San Ignacio de Loyola: soldado de Dios, místico y fundador de los jesuitas

P. David Fernández SJ

San Ignacio de Loyola es una figura clave en la historia religiosa y cultural del mundo. No es exageración. Nació en 1491 en el País Vasco. Su vida es testimonio de una transformación radical: de caballero y soldado ambicioso y frívolo a ferviente seguidor de Cristo y fundador de la Compañía de Jesús, una orden religiosa que ha influido profundamente en la educación, la espiritualidad y la misión católica. Su legado perdura no solo en instituciones jesuitas alrededor del mundo, como la Obra Nacional de la Buena Prensa, sino también en su espiritualidad y su pedagogía, presente en los Ejercicios Espirituales, que siguen guiando a miles de personas en su búsqueda interior y a centenares de colegios y universidades que ayudan a formar “hombres y mujeres con y para los demás”.

Su conversión

Ignacio nació en una familia noble y fue criado en un ambiente de honor, guerra y servicio al rey. En su juventud, soñaba con hazañas militares y gloria personal. Sin embargo, en 1521, durante la defensa de Pamplona contra los franceses, una bala de cañón le destrozó la pierna, dejándolo incapacitado. Este evento marcó el inicio de su conversión. Durante su larga convalecencia, leyó vidas de santos y la vida de Cristo, lo que despertó en él un profundo deseo de servir a Dios.

Este cambio no fue superficial. Ignacio abandonó sus ambiciones terrenales y emprendió una peregrinación espiritual. En Montserrat y luego en Manresa, ambos sitios en Cataluña, vivió como mendigo, dedicándose a la oración, la penitencia y la contemplación. Fue en este periodo que tuvo varias experiencias místicas y comenzó a desarrollar los Ejercicios Espirituales, una guía para el discernimiento y la transformación interior.

Fundador de la Compañía de Jesús

Ignacio comprendió que para servir mejor a Dios necesitaba formación intelectual. Estudió en Barcelona, Alcalá y finalmente en París, donde reunió a un grupo de compañeros con quienes compartía ideales espirituales. En 1534, junto con Francisco Javier y otros, hicieron votos de pobreza, castidad y obediencia, con la intención de ir a Tierra Santa. Al no poder realizar ese viaje, se pusieron al servicio del Papa.

En 1540, el papa Paulo III aprobó oficialmente la Compañía de Jesús. Ignacio fue elegido su primer superior general.

Bajo su liderazgo, los jesuitas se expandieron rápidamente, fundando colegios, universidades y misiones en Europa, Asia y América. Su enfoque combinaba una profunda vida espiritual con una rigurosa formación intelectual y una disposición a ir a cualquier parte del mundo para servir a la Iglesia. Se definieron como “contemplativos en la acción” y, más recientemente, como pecadores y, sin embargo, llamados al seguimiento de Jesús.

Legado espiritual y cultural

San Ignacio murió en Roma en 1556, pero su influencia ha perdurado por siglos. Fue canonizado en 1622, y hoy se le reconoce como patrón de los ejercicios espirituales y de los soldados. Su obra más conocida, los Ejercicios Espirituales, es una herramienta poderosa para el discernimiento, la introspección y el crecimiento espiritual. Su lema, Ad maiorem Dei gloriam (“Para la mayor gloria de Dios”), resume su visión de una vida completamente orientada al servicio divino y el auxilio de las personas.

La Compañía de Jesús ha sido clave en la educación, fundando instituciones como la Universidad Gregoriana en Roma, la Universidad de Georgetown en EE. UU., la Universidad Iberoamericana y el ITESO, en México, y muchas otras en América Latina y el mundo. También ha sido una fuerza misionera, llevando el cristianismo a lugares tan diversos como Japón, China y Brasil. En la actualidad, su carisma se define como “la búsqueda de la reconciliación, el servicio de la fe y la promoción de la justicia, en diálogo intercultural e interreligioso.”

Conclusión

San Ignacio de Loyola es un ejemplo de cómo una vida puede transformarse radicalmente cuando se pone al servicio de una causa superior. Su historia es la de un hombre, una persona común y corriente, que dejó atrás la ambición personal para abrazar una misión trascendente que ha tocado millones de vidas. Su legado vive en cada colegio jesuita, en cada retiro espiritual, en cada texto religioso y en cada persona que busca, como él, “encontrar a Dios en todas las cosas”.

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Português:

Santo Inácio de Loyola: soldado de Deus, místico e fundador dos jesuíta

Santo Inácio de Loyola é uma figura fundamental na história religiosa e cultural do mundo. Essa afirmação não é exagero, pois de fato foi assim que aconteceu. Inácio nasceu em 1491, no País Basco, na Espanha. Sua vida é testemunho de uma transformação radical: ele passou de ser um cavaleiro ambicioso e frívolo a um fervoroso seguidor de Cristo, mais tarde seria o fundador da Companhia de Jesus (os jesuítas) — uma ordem religiosa que influenciou profundamente a educação, a espiritualidade e em geral a missão da igreja católica. Seu legado perdura ainda hoje, não apenas em instituições jesuítas espalhadas pelo mundo, como a Obra Nacional da Boa Imprensa, mas também em outros âmbitos além da Companhia, na espiritualidade, na pedagogia, presente nos Exercícios Espirituais. Os exercícios são uma ferramenta que continuam guiando milhares de pessoas em sua busca interior, do mesmo jeito que centenas de colégios e universidades seguem formado “homens e mulheres com e para os outros”.

Sua conversão

Inácio nasceu numa família nobre e foi criado num ambiente no qual a honra era muito valorizada, pois eram tempos de guerra e ele se formou para estar ao serviço do rei. Na sua juventude, sonhava com conseguir façanhas militares, todo numa procura de glória pessoal. No entanto, em 1521, durante uma batalha por a defesa da cidade de Pamplona contra os franceses, aconteceu que uma bala de canhão destroçou sua perna, deixando-o incapacitado. Esse evento marcou o início de sua conversão. Durante sua longa convalescença, leu alguns livros de vidas de santos e a vida de Cristo, o que despertou nele um profundo desejo de servir a Deus.

Essa mudança não foi superficial. Inácio abandonou suas ambições mundanas e iniciou uma peregrinação espiritual. Em Montserrat e depois em Manresa, ambas cidades na Catalunha, viveu como mendigo, dedicando-se à oração, penitência e contemplação. Foi naquele período no qual teve diversas experiências místicas. La ele começou a desenvolver o método dos Exercícios Espirituais, um guia para o discernimento e a transformação interior.

Fundador da Companhia de Jesus

Inácio compreendeu que, para servir melhor a Deus, precisava de formação intelectual. Por isso estudou, primeiro em Barcelona, depois em Alcalá e, finalmente, em Paris. Foi em Paris que reuniu um grupo de colegas com os quais compartilhava ideais espirituais. Em 1534, junto com Pedro Favro, Francisco Xavier e outros, fez votos de pobreza, castidade e obediência, com a intenção de ir à Terra Santa para servir aos peregrinos. Como não puderam realizar aquela viagem, colocaram-se a serviço do Papa.
Em 1540, o Papa Paulo III aprovou oficialmente a Companhia de Jesus. Inácio foi escolhido como seu primeiro superior geral.

Sob sua liderança, os jesuítas se expandiram rapidamente, fundando colégios, universidades e missões na Europa, Ásia e América. Seu enfoque combinava uma vida espiritual profunda com uma formação intelectual rigorosa, além da disposição para ir a qualquer parte do mundo para servir à Igreja. Definiram-se como “contemplativos na ação” e, mais recentemente, como pecadores e, ainda assim, chamados a seguir Jesus.

Legado espiritual e cultural

Santo Inácio morreu em Roma em 1556, mas sua influência perdura até nossos dias. Ele foi canonizado em 1622, e hoje é reconhecido como padroeiro dos Exercícios Espirituais e dos soldados. Sua obra mais conhecida, os Exercícios Espirituais, é uma ferramenta poderosa para o discernimento, a introspecção e o crescimento espiritual. Seu lema, Ad maiorem Dei gloriam (“Para a maior glória de Deus”), resume sua visão de uma vida totalmente orientada ao serviço divino e ao auxílio das pessoas.

A Companhia de Jesus tem sido fundamental na educação, fundando instituições como a Universidade Gregoriana, em Roma, a Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, a Universidade Ibero-Americana e o ITESO, no México, entre muitas outras na América Latina e no mundo. Também tem sido uma força missionária, levando o cristianismo a lugares tão diversos como o Japão, a China e o Brasil. Atualmente, seu carisma se define como “a busca da reconciliação, o serviço da fé e a promoção da justiça, em diálogo intercultural e inter-religioso”.

Conclusão

Santo Inácio de Loyola é um exemplo de como uma vida pode se transformar radicalmente quando é colocada ao serviço de uma causa maior. Embora, sua história seja a dum homem como nós, uma pessoa comum, ele deixou para trás a ambição pessoal para abraçar uma missão transcendente. Por isso, sua experiencia tocou milhões de vidas. Seu legado vive em cada colégio jesuíta, em cada retiro espiritual, em cada texto religioso e em cada pessoa que busca, como ele, “encontrar Deus em todas as coisas”.

 

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